Entenda o que é e como funciona a criptografia assimétrica na assinatura digital

Algumas semanas atrás, publicamos em nossas redes sociais um post sobre assinatura eletrônica, explicando detalhadamente o que era e como funcionava. Mas para que essa assinatura funcione, existe a criptografia assimétrica, que tem como função codificar e deixar ainda mais seguro todo o processo. Esse post vai te deixar ainda mais curioso para saber o que essa criptografia pode fazer na assinatura digital. Então, continue lendo e entenda o que é e como funciona a criptografia assimétrica na assinatura digital.

Assinatura Eletrônica ou Assinatura Digital?

O termo assinatura eletrônica se refere, de modo geral, a qualquer processo eletrônico que indique a aceitação de um contrato ou registro. O termo assinatura digital é frequentemente utilizado para se referir a um tipo específico de assinatura eletrônica. Soluções típicas de assinaturas eletrônicas usam métodos comuns de autenticação eletrônica para verificar a identidade do signatário, como e-mail, identificação corporativa ou uma senha por telefone.

A autenticação multifator é utilizada quando é preciso aumentar a segurança. As melhores soluções de assinatura eletrônica demonstram prova de assinatura usando um processo seguro que inclui uma trilha de auditoria juntamente com o documento final.

Já as assinaturas digitais usam um tipo específico de assinatura eletrônica. Elas usam uma ID digital com base em certificado para autenticar a identidade do signatário e demonstram prova de assinatura vinculando cada assinatura ao documento por meio da criptografia assimétrica invertida.

Mas, o que é Criptografia Assimétrica?

A criptografia funciona, basicamente, como “protetora” dos dados das pessoas. Quer dizer, ela inibe que indivíduos não autorizados vasculhem os documentos importantes de seus donos. A técnica da criptografia assimétrica consiste no uso de duas chaves: a pública e a privada.

A chave pública serve para codificar determinado documento, enquanto a chave privada serve para decodificar o documento. Todavia, quando falamos em assinatura digital, existe a conversão, que neste caso, é a chave privada que codifica e a pública que vai decodificar. Com isso, explicaremos ainda mais como funcionam estes dois processos.

Assinatura de chave privada

Para entendermos melhor como é este processo, daremos um exemplo: suponhamos que uma pessoa pretende enviar uma mensagem assinada para um destinatário. Essa pessoa cria o documento original e faz a “hash”, que é um resumo do documento que será gerado automaticamente pelo próprio software que a pessoa está usando para assinar o documento. Daí, este indivíduo, com sua chave, criptografa todo o resumo.Quando a chave chega ao destinatário, ele receberá a mensagem e, automaticamente, irá decifrá-la. Por fim, o destinatário pode provar o recebimento da assinatura através desta decifração.

Assinatura de chave pública

Esta etapa da assinatura digital diz respeito à validação. E para deixar você compreendido do que estamos falando, citamos mais um exemplo: o destinatário recebeu o documento original e a assinatura. Nesse caso, o software que ele estiver usando vai verificar a assinatura digital da pessoa e usar a chave pública para fazer a validação, decodificando essa assinatura com a chave privada do remetente. Vale dizer que na criptografia de chave assimétrica a chave pública do destinatário é usada para criptografar a mensagem. Uma vez recebida a mensagem, ele usa a chave privada própria para decodificar a mensagem. Sendo assim, serão usadas as chaves do remetente para fazer a assinatura, o que significa que é a chave privada que será usada para assinar, e a chave pública para fazer a validação.

Nesse caso, o destinatário vai decodificar a assinatura e ter o resumo do que aquela pessoa gerou antes do envio.

Nesse momento, o destinatário gera um novo resumo a partir do documento que recebeu. Consequentemente existem 2 resumos: o que foi gerado pelo remetente antes do envio e o outro, que foi gerado pelo destinatário depois do envio.

Por fim, a chave privada é guardada sob a posse do usuário, enquanto a chave pública é distribuída na forma de um Certificado Digital, que é um documento eletrônico que pode identificar uma pessoa física ou jurídica

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